martes, 18 de noviembre de 2014
jueves, 4 de septiembre de 2014
AGORA PODES LEVAR A HERANÇA DO CONTADOR DE CONTOS RAFO DIAZ PARA CASA!
By Nyangala Zolho.
By Nyangala Zolho.
O amor por contar historias, a escrita e a poesia tem estado sempre com o Rafo Díaz, um homem que voltou-se famoso por sua habilidade para comover as pessoas de todas as idades com a arte de contar contos. Quando nos lhe perguntamos porque tinha decidido por as suas palavras nestas três curtas historias, Rafo explicou que não foi a sua ideia.
“O projeto para criar estas histórias vem do público. Todos aqueles que se voltaram seguidores dos meus contos e que me tinham visto contar contos nos shows ao redor da cidade de Maputo, diretamente pediram de fazer estes livros. Depois dos shows, a cada vez, foi mais comum que as pessoas perguntaram onde é que poderiam comprar a história que lhes tinha contado. Então, este foi um projeto pessoal, mas iniciado por aquelas pessoas que queriam ver estas histórias ter vida num livro. Não tinha editor e os livros não estavam dirigidos a nenhum mercado senão ao meu próprio mercado. São o resultado de um interesse mostrado pelos fans".
A criação destes livros foi um processo coletivo, que envolveu aos músicos Kathleen Boon, Alvaro Benedicto, Nicolás M’Sagarra e Anna Zarberg. Sem o apoio deles, diz Rafo, estes livros não seriam uma realidade.
Tão perto de casa, este projeto tem envolvido também aos filhos do Rafo, Maya e Camilo Díaz, como ilustradores das fantasias do seu pai, assim como a Escola Francesa Internacional de Maputo que produz a tradução para o Francês. Rafo, diz que Maputo ainda precisa de aprender a arte de contar histórias que tem encantado a muitas culturas, até o ponto de criar Festivais de Contadores de Contos em muitos lugares do mundo.
“É algo comum e errado ligar ao contador de histórias só com as crianças. Mas diz-me, quem achas que escuta com mais atenção as minhas histórias, os filhos ou os pais? As minhas histórias são para as famílias. Há uma frase muito popular que disse que os contos não estão cá para adormecer as crianças senão para acordar aos adultos”.
Todos acreditamos nas histórias que nos faz sentir algo. As vezes há pessoas que encontro nas ruas e que me contam, de que a mensagem de uma das minhas histórias tinha-lhes deixado pensando em algo que tinham experimentado ou que tinham esquecido.
Num mundo onde frequentemente não estamos presentes por causa da tecnologia, o contador de historias nos traz de regresso o calor humano. A traves das historias discutimos feitos sociais, económicos e temas políticos, que preservam o facto de... Ser humano".
Se dantes você só tem experimentado as palavras sábias do Rafo, ao escutar um dos seus maravilhosos contos, você pode agora levar as suas histórias para casa e compartilhar com os amigos e a família, a arte da narração de Contos.
martes, 3 de junio de 2014
A petição do publico, volta o show que gosta aos grandes e pequenos...!
"O MAR DE MAPUTO BLACKLIGHT"
SABADO 07 DE JUNHO.
Auditorio Centro Cultural Franco Mocambicano.
Duplo Horario: 10h30 / 17h.
Valor: 150 Mt.
É um novo desafio
cénico que incorpora teatralizar com fantoches e marionetas um dos meus
contos mais encenados por diferentes escolas da cidade de Maputo em
Moçambique (Escola Americana, Escola Josinha Machel e Escola Portuguesa).
A grande novidade
é que o livro com o conto vai ser editado pela segunda vez, na sua versão
original Português – Changana por “Alcance Editores”.
viernes, 11 de abril de 2014
O MAR DE MAPUTO BLACKLIGHT. CCFM. Sábado 19 Abril. 10h30 / 17h.
Depois de uns meses de trabalho o contador de historias Peruano
Rafo Diaz, volta com uma nova proposta cénica para o publico de Maputo.
"O MAR DE MAPUTO BLACKLIGHT".
"O MAR DE MAPUTO BLACKLIGHT".
Numa co-produção com o Centro Cultural Franco
Moçambicano, o Rafo Diaz junto esforços e criatividade com os músicos, Kathleen
Boon e Irene Cloin, e com os artistas Moçambicanos Palito Gilverto Dove,
Antonio Chirindza e Enoque Chauque para manipular os fantoches.
O show esta baseado num conto publicado pelo Rafo no ano
2010.
“O mar de Maputo”.
“O mar de Maputo”.
Uma ideia original cheia de cores, luzes, musica,
fantoches fosforescentes e fantásticas historias.
martes, 26 de noviembre de 2013
“A MENINA LEÃO” e outros Contos.
Vamos despedir este ano 2013, com um programa especial de contos de natal para toda a família no Jardim do CCFM, convidamos a todos para uma manha cheia da magia das historias.
Vamos também apresentar os livros com os
contos que foram parte do show de
“Liliana contra seus medos”: “A menina leão”, “O pinguim” e “A cidade do
terror”. Livros que são parte da minha nova Colecção “O LIVRO AMIGO”.
Estas historias tem sido criadas e ilustradas em familia, contadas e musicalizadas na companhia de 04 fantásticos músicos Kathleen, Alvaro, Nico e Anna; no percurso de muitas apresentações nos teatros, escolas, aldeias e orfanatos da cidade de Maputo, numa aventura surreal e fantástica, o projecto “O Livro Amigo”. Obrigado Inge e Leen!
martes, 23 de abril de 2013
Entrevista com o Artista Rafo Diaz- MilleCultura
1.
Rafo, como
descobre o gosto pelas artes. A escrita, em particular?
Acho que sou um desses que nasceu com vontades de ser
artista, sempre sonhei com a ideia de ser um cantor de rock, tive um tio cantor
e perto da minha casa praticava um popular grupo musical da minha terra, mas
não tinha muito jeito como cantor pelo que dediquei-me a pintar e a escrever.
Escrevo e pinto desde que era um rapazinho, empecei por escrever poemas para as
raparigas do que gostava e contos bizarros que só gostava eu.
2.
Tantos anos de
carreira, como descreve esta aventura de escrever e contar estórias?
Como isso, como uma
grande aventura, mas não me considero escritor, eu sou essencialmente um
contador de histórias que alem disso actua e pinta.
3.
Como nascem as
suas obras, em que é que se inspira?
Inspira-me a minha terra, a amazonia, com seus mitos e
lendas, mas principalmente a vida, mesmo quando as vezes num conto falo sobre a
morte, sempre estarei inspirando-me na vida. A palavra vida, envolve muitas
outras como: morte, felicidade, tristeza, paixão, etc.
4.
Pintura, Teatro,
Escrita e Conto de Estórias, são algumas das artes que pratica. Como é que o
Rafo cria este percurso multifacetado?
Acredito que não todos os formatos servem para poder falar das coisas
que me preocupam ou que me motivam, há coisas que ficam melhor sendo contadas,
outras representadas e outras para partilhar na intimidade com o público como
há escrita.
5.
Abril é o mês do
livro, como vê a Literatura em Moçambique?
Contínua a ser difícil para o público ter a capacidade de comprar um
livro, os moçambicanos gostam de ler, mas o valor dos livros e a dura
sobrevivência diária fica por afastar ao público das livrarias e as bibliotecas.
Mas há um grupo de pessoas a brigar para mudar isso e precisam do apoio de
todos.
6.
O que se pode
fazer para que a nossa Literatura se projecte além-fronteiras?
É difícil aceder a um mercado fora, as editoriais são muito exigentes,
mas Moçambique tem escritores que tem ultrapassado a fronteira na base do
trabalho e a originalidade, o poeta Craveirinha, Paulina Chiziane, Ungulani Ba
Kakhosa, Mia Couto, são só alguns dos escritores reconhecidos e queridos e que
tem atingido um grande sucesso no estrangeiro.
7.
O Rafo trabalha
com alguma Literatura infantil, porque este público?
Na verdade trabalho para um publico familiar, acredito
que os meus contos gostam a pequenos e grandes por igual, é difícil as vezes
saber durante as minhas performances quem é que esta a desfrutar mais dos
contos, se os pais ou os filhos.
8.
O que diria da
existência de espaços como a MilleCultura?
Bem-vindas as iniciativas que apoiam aos artistas nacionais e
estrangeiros e a vida cultural de Moçambique, continuem assim.
9. No espírito da
nova campanha do Millennium bim Mais Para Todos,
o que é mais para si?
Mais arte, mais cultura, mais imaginacao...
10. Rafo, e o futuro, projectos?
Publicar
audiolivros e um outro livro, um novo show no CCFM, outra expo-arte e algum
tour de contos por algum lugar do mundo.
Vânia Manguele
MilleCultura-Agenda Cultural do Millennium
bim
Maputo, 01 de Abril de 2013
miércoles, 5 de diciembre de 2012
Para Aristóteles a paixão e a acção são categorias contrárias. A acção pressupõe uma motivação, nascida do próprio sujeito, e a paixão uma «mania» que está antes associada à possessão. Não se sabe de que lado está verdadeiramente quem pinta cobras com o afinco do peruano Rafo Diaz, mas dado o rigor técnico que põe em camuflá-las e confundi-las em padrões alheios (por exemplo, nos dos tecidos da capulana africana) podemos deduzir que está possesso e que o seu pincel é o instrumento do xamã.
Mas já não é um xamã inocente, antes aquele que se apropria das próprias dúvidas para fortalecer-se numa linguagem pictórica que faz da sua própria paródia fé. Por isso em Rafo Diaz encontramos uma pintura visionária que transforma as cobras em vivificadas mandalas e simultaneamente observamos que a sua expressão não é destituída de humor, de uma apropriação lúdica, até nos materiais que tornam esta figuração psicadélica e lucilante. Há uma nítida permanência da infância nesta atmosfera pictórica de um criador que é também umgrande contador de histórias para as crianças.
Ademais, Rafo Diaz é um pintor na fronteira entre mundos, o das suas tradições peruanas, índias, com a sua garrida pauta cromática, e o da paródia pós-moderna, com o seu jogo da desconstrução; da mesma forma que mapeia o seu itinerário a partir de raízes multiculturais e onde o enlace feliz entre a sua tradição e o que lhe permite a vivência das tradições africanas autoriza uma expressão dinâmica e convincente.
Belas cobras que tatuam a menina do olho, e às vezes penetram.
António Cabrita.
Escritor português, jornalista e critico literário residente em Moçambique.
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